quarta-feira, julho 26, 2006

PIC NIC DE 50 ANOS





terça-feira, julho 18, 2006

Finalmente Florianópolis


Enfim Florianópolis. Amanha, 19, volto ao trabalho. Florianópolis continua a mesma que deixei há 30 dias. Pessoas correndo na Beira-Mar, Aterro, o Morro do Cambirela do outro lado da baia poluida, os bondinhos, o morro da cruz............. bondinhos? Eu vou contar os últimos dias em Paris e a festa de aniversário mas agora não posso pois tenho que verificar uma coisa. Até amanhã.

sábado, julho 15, 2006

Finalmente Paris





Caros amigos e amigas,

Descupem não ter escrito antes mas realmente nao tive tempo. Estamos tendo muito trabalho com a preparação da festa de 50 anos meus e da Lelê o que incluem vários ensaios. Marcamos a festa para o dia 15, hoje, para não ofuscar a festa do dia 14 da Queda da Bastilha. Contarei aqui somente os dois últimos dias de Alemanha e o primeiro em Paris.

No domingo, 9, final na Copa, passei praticamente todo o dia no Tierpark. De manhã foi a festa do terceiro lugar da Alemanha com a participaçao dos atletas e da comissão tecnica. A noite a final que acabou dando a Italia.

Na segunda comecei o rito de despedida da Alemanha viajando de Berlim para Hamburgo. Hamburgo não estava nos meus planos de viagem e a única coisa que sabia da cidade é de que é o maior porto da Europa. Chegando imediatamente me livrei das malas, descobri como chegar ao aeroporto e fui procurar o porto. Nao achei mas descobri um enorme restaurante-barco dentro, do que me pareceu, um lago ou uma curva do rio. Quando sai do restaurante, a 1 hora, não tinha mais ônibus para o aeroporto e tive de pegar um taxi. Consegui dormir num banco até às 4 horas. O Võo, que deveria sair às 7h20m, saiu apenas às 9h. Cheguei na casa do Nestor e da Lelê e eles estavam indo para o aeroporto deixar os sobrinhos que estavam voltando para o Brasil. Sai sozinho para passeios pelo centro de Paris onde conheci a Torre, Sorbone, Parque Luxemburgo, o Rio Sena, onde andei de barco. Jantei scargot (uma castela um pouco mais mole), carpacio e sobremesa acompanhados de 1l (100cl) de vinho da casa (28 euros tudo). Levei uma garafa de Champagne para casa para comemorar a chegada. La encontrei a Patricia e a Maristela, advogadas que foram sócias minhas e da Lelê, que também estavam lá hospedadas. Tomamos a champaghe e apareceu uns vinhos. Conversamos bastante, o que eu não fazia há 28 dias, e fomos dormir. Tudo muito legal e muito tranquilo. Hoje a festa de aniversário no continente europeu e segunda, às 23 horas, eu viajo para Florianópolis. São estas as notícias. Beijos. Eu.

P.S. Existe uma versão de que a noite não terminou assim tão tranquila. Uma versão esquisita, toda enrrolada, meio Dali. Envolve pessoas falando sozinhas, voando de banheira, vizinhos batendo na porta reclamando do barulho, queimaçao de filme, moto serra. Eu não sei de nada. Se aconteceu tudo isto foi depois que eu fui dormir.
Agora fui mesmo. Beijos. Eu, novamente.

terça-feira, julho 11, 2006

Segunda almoço em Berlim

Terça almoço em Paris

segunda-feira, julho 10, 2006

No final deu Italia



No final acabou dando Italia que nem os italianos apostavam. Fez por merecer nos jogos contra a Alemanha e contra a Franca que foi superior aos fortes adversarios. Agora a Itália só enxerga o pentacampeão Brasil à sua frente em número de conquistas, ultrapassando a tricampeã Alemanha, os bicampeões Argentina e Uruguai, e França e Inglaterra, que ganharam uma Copa do Mundo cada uma.

A cena da cabecada do Zidane vai marcar a sua carreira tanto quando as suas jogadas maravilhosas. Uma pena.

Sociedade Esportiva Palmeiras - Porto da Lagoa -


Olympic Stadium, 09 de julho de 2006. Nao teve para Brasil, Alemanna, Argentina ou Portugual. Aqui so para Italia, Franca e a Sociedade Esportiva Palmeiras do Porto da Lagoa.
Moura Ferro, volante, capitao, batedor oficial de escanteio pelos dois lados, vice-presidente, advogado e embaixador na Copa 2006 do Palmerias do Porto da Lagoa

Domingo no Parque



Domingo, 9/11, dia da final da Copa. Logo pela manha inicia a movimentacao. Grupos de pessoas de todas as idades comecam a circular pelos metro e ruas. Todos com algum adereco com as cores da Alemanna. Bandeiras, cabelos coloridos, marcas nos rostos. Parecem formigas saindo da toca em nervosa carreira em direcao ao Tierpark, principal parque de Berlim bem no centro da cidade. Frente aos enormes e inumeros teloes dezenas de milhares de alemaes vibram a cada lance de gol, a cada dible, a cada defesa. Mas a final eh entre Franca e Italia e o jogo e so as 20 horas. Porque tanto vibram as 11 horas da manha os berlinenses? Estavam festejando a sua participacao na Copa. Passaram toda a manha vendo os melhores momentos das suas apresentacoes. Parecia que estavam vendo o jogo ao vivo tamanha vibracao. Ao meio dia e meio chegaram os jogares e a comissao tecnica. Delirio. Foram aclamados como herois. Fiquei emocionado. A poderosa Alemanna, tri-campeao mundial (54, 74 e 94), jogando em casa toda orgulhosa da conquista do terceiro lugar. Orgulhosa por ter visto os seus atletas lutando pelo resultado e superando com garra e determinacao as suas limitacaes. Nao venceram mais se sentem vencedores. Foi o que faltou ao Brasil: humildade, competencia, vibracao e garra. A Alemanna esta de parabens pela Copa que organizou e pela forma que jogou.

sexta-feira, julho 07, 2006

Luiza e Maria, Maria e Luiza


Aniversario eh dia de festa. Eh dia de festejar a vida. Luiza, Maria e todos que convivem com elas teem muitas razoes para festejar. Guerreiras e heroinas desde a concepcao e as lutas pela sobrevivencia. Fazem todos os dias, com suas brincadeiras e gargalhadas, homenagens a vida e as primeiras vitorias e todas aquelas que se seguiram. Parabens minhas filhas. Muitas saudades. (escrevo mais outro dia, hoje nao vai dar. Nao sem fazer um escandalo aqui em Berlim e prometi nao fazer isto para voces). Continuem a lutar e a vencer e, mesmo nas eventuais derrotas, continuem gargalhando e brincando. Sempre. Mesmo quando impossivel. Beijos. Amo voces.

quinta-feira, julho 06, 2006

Finalmente Berlim



Finalmente Berlim. Berlim onde Marx estudou e Engels serviu o exercito, ambos alemaes, e a polonesa Rosa morou, lutou e foi assassinada. Palco de lutas memoraveis da classe trabalhadora. Tambem de muitos erros e traicoes, muitos impulsionados por Stalin, citando aqui apenas o de impedir que o Partido Comunista Alemao participasse em Frente Unica com a Social-Democracia Alema contra o nascente e ainda fragil movimento nazista. Esta foi uma das razoes, talvez a principal, que permitiu o crescimento do movimento, fortalecimento e posterior tomada do poder. O fim da historia todos conhecemos.
Para chegar aqui foram 6 jogos que eu dei tudo de si e fiz por merecer. Agora participar da final e depois a comemoracao em Paris. Nao foi facil chegar. Note-se que, neste caso, estou me referindo apenas ao o trajeto de Köhn/Berlim. Sai de Köhn as 8h para Munique para acompanhar Franca e Portugual. Ja tinha estado na cidade para assistir Brasil e Australia. Desembarquei as 13h e as 16 nao aguentava mais andar de tanto passear pela cidade naquele calor de mais de 30 graus. Nao percebi nem 20% de movimentacao de pessoas que tinha no jogo do Brasil e Austrailia. Felizmente encontrei um bar bem bonito em uma construcao antiga e bastante acolhedor e com um enorme telao. O Jogo vai comecar as 21 h e minha pretensao eh viajar as 1h40m para Berlim. No final do jogo penso em voltar para a praca onde normalmente se concentram os torcedores para ver a festa da Franca mas percebo, ao levantar, que eh melhor deixar a festa para Paris e antecipar o meu embarque. Consigo um para 23h58m. Previsao de chegada para 7h10m. As estacoes centrais das cidades sao denominadas Hauptbahnhof. Os livros que o Kiria me emprestaram falavam que em Berlim a estacao central era chamada de Zoo Gardem. Esperei passar esta estacao e nada. Resultado: fui para em Hamburgo uns 30o km alem. Sao duas as estacoes centrais de Berlim e o meu trem nao passou pela Zoo Guardem.
Köhn fica mais ou menos no meio da Alemanha no extremo oeste e Munique fica a leste bem ao sul. De Munique a Berlim e Hamburgo o trajeto compreende passar do sul para norte do pais pelo lado leste. Nao foi facil realmente. Retorno ate Berlim e procuro imediatamente ir ate o aeroporto remarcar e confirmar a passagem para Paris. O metro daqui eh uma loucura. Um quantidade de linhas enorme que nao se cruzam quase nunca. Para passar de uma linha para outra tem que usar onibus. Imaginem quantas vezes em me perdi. Tudo bem para quem errou ate de cidade. Os alemaes sao muito gentis. As vezes nao eh necessario nem pedir ajuda. Eles percebem a necessidade e perguntam se podem ajudar. Resolvido no aeroporto, onde falei frances com os funcionarios da Air France, nao tao gentis, e estou de volta ao centro de Berlim para passeios. So mais tarde vou procurar o endereco do hotel. Nao estou preocupado em achar eu ja conheco a cidade e como funciona o metro e os onibibus.

segunda-feira, julho 03, 2006

Ferias, culpa e stress


No regime feudal nenhum trabalho era executado pelos nobres mesmo os de mero gerenciamento. Toda a produção era de responsabilidade dos escravos, servos e meeiros. O trabalho era considerado um castigo, uma atividades sacrificante nao destinada aos da classe dominante. A estes eram destinados o exercicio militar, os das artes, ciências e o ócio. Com o advento da revolução capitalista o trabalho não só virou o maior dos orgulhos como uma obrigação e a falta de trabalho (desemprego) passoa a ser punida, inclusive, com cadeia. O ócio passou de orgulho para vergonha, crime e pecado.

De tempos em tempos a imprensa publica que o maior industrial do pais, o Erminio de Moraes, trabalha das 5 as 23h, sem descanso, sem faltas, sem ficar doente e sem tirar férias há não sei quantos anos. Um exemplo a ser seguido. A mensagem é clara: nada de faltar ao serviço mesmo quando precisa levar o filho ao médico ou esta com problemas na escola, nada de não ir trabalhar mesmo quando doente e com dores, nada de cobrar horas extras, nada de preservar o descanso remunerado e o coníivio com a familia e amigos e, principalmente, nada de férias.

Sao enormes os exemplo dos trabalhadores, especialmente os mais simples, que vão trabalhar doente, além do medo de perder o emprego, por causa da vergonha de não poder trabalhar. Vergonha não só dos chefes mas tambem dos colegas que, pensa ele, vão sofrer e trabalhar mais na sua ausência, como se fosse o responsavel por esta situação. Mesmo os mais esclarecidos e politizados não estão livres de tais atitudes, pensamentos e de sentimentos de culpa. Quando o trabalhador anuncia a sua aposentadoria logo completa com a informação de que vai continuar trabalhando mesmo quando financeiramente nao éh mais necessario. A aposentadoria deixa de ser uma conquistado merecido descanso e ócio depois de anos de trabalho para se transformar em motivo de vergonha. Afinal o pensamento dominante é o pensamento da classe dominante (K.M.).

Um ano, ou mais, de probelmas no trabalho, na familia, na politica, na vida e esta na hora de tirar férias. Férias para passar um mês, 30 longos e adoráveis dias, de descanso, repouso, relaxamento. O mais profundo ócio. Sera mesmo? Para começar o patrão que passou o ano inteiro afirmando que és quase uma figura decorativa no trabalho e que te mantem no emprego por favor, não por necessidade, milagrosamente transforma-te, instaneamente, em insubstituível. Teus colegas já te olham de lado te culpando pelo trabalho a mais que vai sobrar para eles. Cansado do trabalho agora tambem tens para carregar a vergonha e culpa de almejares férias. Quando finalmente consegues marca-las achas que os problemas estão superados. Se resolveres ficar na propria casa, vais ficar tentando fazer tudo o que nao conseguistes fazer durante todo o ano. Telhado vazando. O assoalho por trocar. Barulhinho no carro. Visita ao médico. Grama alta. O telefone não para com as questões do trabalho. A vida cotidiana não permite o relaxamento real. Estudos de sindicadores de trabalhadores alemães estimam em 17 dias o tempo mínimo necessário de repouso para iniciar a se desligar da rotina e dos problemas do trabalho.

Então resolves viajar e abandonar todos os problemas. Investes dinheiro e tempo para ir para longe da rotina e do stress. Viajas para longe onde o telefone não toca e nao podes consertar o carro ou reparar o telhado. Vais conhecer cidades, museus, pessoas, mares e rios, montanhas e planices. Tudo ótimo. E o descanso? Não vais dormir mais horas? Nao vais ler os livros que desejas? Beber, comer e frequentar os bares que almejas mesmo quando forem os mesmo? Não. Tu nao investistes tanto tempo e dinheiro, viajastes tanto para ficar ai dormindo ou sentado e bebendo no mesmo bar. Onde fica a produção? É, onde fica a produção de férias? Precisas mudar todo o dia a programação para conheceres coisas diferentes e experimentar coisas diferentes. Te levanta dai. Vai fazer alguma coisa útil. Afinal por onde tu andastes? quem conhecestes? quem vistes? que experiências novas vivenciastes? quem conhecestes? com quem transastes? investistes tanto dinheiro para ficar ai dormindo? descansando? Viajou tanto e gastou tanto dinheiro para ficar ai neste despresivel e vergonhoso ócio? Stress e culpa. Hoje é meu décimo-sétimo dias de férias. Amanhã eu abandono estas duas malas ruins.

Segunda-Feira em Köhn


Segunda-feira cedo vou caminhar por areas do centro de Köhn ainda inexploradas. Por onde caminhei nao se percebe muita diferenca das outras areas e, na verdade, nao defire tambem do centro das outras cidades que passei nestes ultimos dias (Munique, Nuremberg, Koblens, Remagem e Bonn). Faltam sensibilidade e cultura para perceber as sutis diferencas. Sao imensos calcadoes perfeitos com continuas carreiras de cadeiras e mesas dos cafés e bares. Construcoes medievais conservadas ou reconstruidas. Tudo muito bonito. Tem tambem a presenca unipresente do Reno.
Agora internet para ler o correio e os jornais, acertar as providencias da continuidade da viagem com o Ricardo Ie, o agente de viagem, e com o Renato Henrique, incentivador, tradutor e interprete, responsavel pelas reservas dos hoteis e de cuidar das minhas contas em Florianopolis e, ainda, patrocinador. Depois almoco com chopp. A ignorancia da lingua nao permite a leitura, cinema e teatro. Caminhei durante 5 (cinco) horas. Das 8 as 13hs. Das 3 as 8h pelo horario do Brasil. Eh interessante, distrai, aprende-se, relaxa e mantem a forma arduarmente conquista mas ja esta enchendo o saco.
Hoje eh vespera do jogo de Alemanha e Italia pela semi-finais e a Copa sumiu das ruas de Köhn. Sumiram as camisas e bandeiras da Alemanha. Os alemaes voltaram ao trabalho segunda descaracterizados de torcedores.Tambem as dos outros paises sumiram. Nem se fale as do Brasil. Ontem, domingo, o unico que desfilou, sem amarelar, com a amarelinha fui eu. Novos turistas apareceram principalmente da quarta idade e, aparentemente, nao vieram por causa da Copa. Amanha a Copa volta e quarta retorno a Munique para ver Franca e Portugual acompanhado da Lele e do Nestor. Vou ter com quem conversar e beber. Legal.

domingo, julho 02, 2006

Preciso da ajuda dos amigos


Completamente arrassado com a saida do Brasil da Copa fiquei bebendo chopp as margens do Reno nesta manha ensolarada de domingo em Köhn e uma duvida me assaltou (aqui so as duvidas assaltam). E agora? o que eu devo fazer? devo torcer pela Alemanha e festejar em Berlim ou torcer pela Franca e festejar em Paris? Por favor me ajudem nao sei o que fazer.

sexta-feira, junho 30, 2006

Brauhaus Früh stüch



Nunca fui de beber sozinho. Sempre tive muita bebida em casa mas nao me lembro de algum dia ter aberto uma unica cerveja ou vinho para para beber sem companhia. Pode ser acompanhado ate de chato mas sozinho, nao. Para mim o ato de beber sempre foi uma atividade festiva e social. Nao, eu nao estava falando de ti. Tu nao es chato. Estou bebendo mais ou menos sozinho aqui na Alemanha ja ha doze dias. Digo mais ou menos porque estamos todos,, das diversas nacionalidades, festejando a Copa do Mundo. Estamos todos juntos e, no meu caso, tambem sozinho. Nao me fixei em nenhum bar e nem pretendia. Nao cutuca cara, ja falei que nao era contigo. Esta bem, desculpe. Agora bebe ai e nao apurrinha.
Ontem, indicado por uma amiga (Sabine, de Köhn) de uma amiga (Urda, de Blumenau), que nao chegamos a nos encontrar, eu fui conhecer o Brauhaus Früh stüch. Eu ja havia reparado nele. Eh onde tem a maior concentracao de alemaes antes e depois dos jogos. Fica bem no centro de Köhn, atras da Igreja, que eh uma regiao freqüentada por maioria de turistas de todas as partes do mundo em qualquer epoca nao so agora durante a Copa. Este bar eh diferente os alemaes sao maioria. Sabine, por e-mail, disse exatamente isto: que o bar fica em um local turistico mas eh frequentado majoritariamente pelos locais. Com mesas na calcada e por dentro um amplo salao e salas de todos os tamanhos. Ambiente bem agradavel.
Cheguei as 15h. de quinta-feira, dia 29. Lotado. Nenhuma mesa da rua vazia. Aguardei um pouco e consegui uma mesa. Nao eh possivel ver o Reno que fica a uns 150m mas eh a passagem de um numero grande de pessoas que se dirigem a ele ou a igreja e ficam desfilando para os frequentadores. Imediatamente pedi um chopp indicando o copo que restava na mesa ainda por limpar. Apareceram dois alemaes perguntando se as outras cadeiras estavam livres (free?). Respondi que sim (ya) pensando que levariam as cadeiras para as suas mesas. Nao. Sentaram do outro lado da mesa e ja pediram chopps tambem. Logo percebi que era comum e que ocorria em todas as mesas que o numero de frequentadores era menor do que de cadeiras. Vieram os chopps, brindamos e bebemos. No cardapio consta assim: Früh hölsch (direck vom Fass) 0,2 lts - 1,50 E. O chopp eh uma delicia. O copo de cristal bem fininho de 200ml. Ate a base eh fina. Nao estava gelado para os nossos padroes mas estava bem frio, quase gelado. Nao me incomodei com isto. O chopp dos alemaes eh diferente e mesmo quando esta quase quente eh bebivel e nao da ansia de vomito como a cerveja e o chopp brasileiros quentes.
A forma de controle do numero de chopps e simples e eficaz. Eh utilizado apenas uma bolacha e vao marcando com caneta hidrocor preta os chopps pedidos. Nos dos alemaes marcaram em uma unica bolacha. Os garcons ficam passando com uma especie de bandeja de aluminio com os copos de chopp oferecendo nas mesas e marcando nas bolachas. Perfeito. Li e reli o cardapio e nao encontrei a sugestao de prato que Sabine havia feito. Achei Hämchen (Eisbein) - 12,50E. Pedi. Veio o melhor eisbein que ja exprerimentei. Macio e saboroso. O repolho estava desmanchando, literalmente, uma pasta mole, salgado e, ao mesmo tempo, doce. Uma delicia. Nem toquei no pure.
Depois de 5 chopps os alemaes pediram a conta e sairam e foram substituidos por um casal do interior. Depois de algum tempo tentaram conversar comigo mas nao tem jeito de uma comunicao alem do basico com as minhas limitacoes linguisticas. Passa-se algumas informacoes e so. Sem nenhum papo cabeca de bar o que eh uma vantagem. Sai o casal e vem tres casais bem mais jovens. Ficam la bastante tempo e nao tentam conversar comigo. Uns tempos depois o garcom informa que nao estava mais marcando os meus chopps e que as minhas companhias estavam bancando. Agradeco, brindo, e peco outro. 21h30m comecaram a pedir schnapps. Pedi um tambem e virei. Eles pediram mais um para cada um e viraram. Comecou um concurso de vira-vira de schnapps entre nos. Perdi feio. O Früh agora eh o meu bar em Köhn e onde pretendo ir depois de ser o jogo hoje de Alemanha e Argentina no telao ao lado. Vou torcer pela Alemanha eh claro.

quinta-feira, junho 29, 2006

Picasso


Hoje nao teve jeito e tive de encarar o Picasso. Nao, nao, eu estou me referindo ao Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno Maria de los Remedios Cipriano de la Santissima Trinidad Ruiz y Picasso. Pablo Picasso foi o artista mais famoso e versátil do século XX que nasceu em Málaga, no Sul da Espanha, em 25 de outubro de 1881. Encarei parte da sua vasta obra no Museum Ludwig, aqui mesmo em Köhn, atras da Catedral, a esquerda (considerando-se a frente a que fica na saida do Metro). O Museu eh enorme, com salas e corredores amplos, um verdadeiro labirindo. Uma quantidade enorme de fotografias, quadro e instalacoes de varios outros artistas como outro espanhol, este nascido em Dublino em 1909, o Francis Bacon, o popular Chico Toicinho (desculpe nao deu para resistir. Eu sei ja eh a segunda hoje mas eh mais eh mais forte que eu). A entrada custa 7,5 euros mais 0,50 do armario para a mochila. Uma pechincha

Les Demoiselles d'Avignon

quarta-feira, junho 28, 2006

Salvador Dali


Quarta feira, 28,fui para Koblens, cidade fundada em 9 a.c. pelo romanos e eh o maior centro cultural da regiao, para ver uma exposicao de Salvador Dali, no Mitterlrheinisches Museum.

O espanhol Salvador Dali nasceu na Catalunha, em 1904, e é o mais conhecido dos artistas surrealistas. Fantasticas obras. Nao tinham nenhuma das mais conhecidas (pelo menos por mim). Na maioria ilustracoes de livros como Don Quixote, Alice no Pais das Maravilhas e A Divina Comedia. Tinha ate um baralho de Taro desenhado por ele. O Museu tambem eh bem bonito uma construcao antiga ao lado do Reno (como quase tudo por aqui). Aproveitei para ver a exposicao permanente de pintores alemaes dos seculos 18 e 19. Tambem varias pequenas estatuas de santos cristaos de madeira e pedra. Muito legal.

Na volta para Köhn caminhei por Remagem e Bonn ambas tambem de origem romana, sendo que Bonn foi fundada em 11 a.C. e foi capital da Alemanha Ocidental de 1949 a 1991 quando Berlin voltou a ser a capital de toda Alemanha com a derrubada do Muro de Berlim pelo povo.

Dortmund - Brasil e Gana


Voltei a Dortmund disposto a ver o jogo desta vez e o vi em um telao no proprio estadio. Nao era no campo mas estava perto. Um lugar amplo, fechado, com banheiro e chopp. Um bier von fass (chopp) de 0,5 l: 4 euros. Uma cerveja Anheuser, Busch ou Bud Beer, tambem de 0,5 l: 8 euros. Fui de chopp e muito. Vi o jogo mas so soube hoje que o Ricardinho jogou e bem e que um de Gana foi expulso. Tinha menos gente em Dortmund do que o jogo contra o Japao. Muitos brasileiros ja voltaram com o fim da primeira fase. Ja se nota aqui em Colonia a falta de quem cante Ilarie.

segunda-feira, junho 26, 2006

Sabado em Köhn



Köhn e uma cidade grande, bonita, simpatica, dividida pelo Rio Reno e tem a igreja maior, mais alta e mais bonita que conheco. Eh realmente mais impressionante quando se imagina a tecnica e o esforco necessarios na epoca de sua construcao. Ao lado da igreja, seguindo a margem do rio, uma concentracao de bares e restaurantes tambem sem igual. Sao pequenos restaurantes colados uns aos outros, com mesas nas ruas, onde se concentram as pessoas.
Eh sabado, muito sol (+/- 27 graus) e as ruas da cidade estao totalmente tomadas por turistas e alemaes que parecem que despertaram para a Copa apos a vitoria sobre o Equador. Todos com bandeiras e camisas e cantando. O jogo eh as 17h em Munique e sao apenas 10h e a movimentacao ja eh imensa.

Köhn eh a cidade que mais tempo vou ficar. Contribuiu para isto o fato do Brasil jogar em cidades proximas (Dortmund (2) e Frankfurt ) e a anunciada concentracao de brasileiros. Caso ficasse muito enrrolado ou entediado poderia me socorrer junto aos conterraneos. Ate o momento nao senti vontade ou necessidade. Tambem a concentracao de brasileiros e bem pequena. Sao muitos eh certo mas caminham em pequenos bandos. Barrulhentos. Muitos com instrumentos musicais que inauguraram recentemente e ficam cantando Ilarie e similares. Os grupos sao formados normalmente por uns 10 homens, todos com a camisa do Brasil, e uma mulher de pouca roupa e rebolando. Eh inacreditavel o que junta de gente para bater fotos, tentar dancar junto e filmar o evento farsesco-musico-erotico-cultural-tropical. A originalidade fica por conta de um caminhao de madeira de brinquedo grande com caixas de som e aparelho de DVD. Um mini trio eletrico. Uma otima ideia para o proximo carnaval se o caminhao do Osmaricas e Dondocas nao sair novamente.
Nao vi nenhum conhecido por aqui, ou nas outras cidades. O unico que reconheci foi o Ari, dito, Maravilha, irmao do Nazareno, este ultimo um emerito quebrador do 6. Como somos originarios de localidades do Estreito antagonicas, ele do Bairro de Fatima, eu do Balneario, figimos desconhecimento e nao nos cumprimentamos.

O dia vai ser longo e resolvo dar um passeio de barco pelo rio. 60 minutos. 6,80 euros. Retorno as 14h e a cidade esta mais cheia ainda. Procuro um lugar aberto com bebida para ver o jogo e nao acho. Estao todos tomados pelos proprios alemaes. Resolvo voltar ao hotel e voltar para a cidade so apos o jogo para a festa em caso de vitoria alema.
2 X 0 contra a Suecia. Quando retorno as 20h a cidade esta em plena ebulicao. Eh festa para todos os lados. Ja nao esta mais tao limpa. Ja tem muita garrafa quebrada pelo chao e homens michando no cantos. Milhares de pessoas festando na margem do rio, bebendo e cantando.

Vou para um Fan Fest, locais com teloes, bebida e toilette (outra palavra alema que conheco), bem ao lado da igreja, para ver o jogo de Argentina e Mexico. Antes do jogo tem a apresentacao musical dos "Legendarios do Brasil". Um grupo vocal com o Jairzinho Furacao, Marco Antonio e Brito e mais 3 que nao conheco, Altair, Jair Marinho e Roberto Lopes. A maior enrrolacao. Nao cantam nada. Tudo dublado. Jairzinho cantando "eu sou flamengo" o falso. Todos velhos mas saudaveis. Rostos redondos com as bochejas vermelhas. Coisinhas mais queridas.

Inicia o jogo e decido a minha torcida pelo Mexico que tem as cores do Palmerinhas contra o que tem as cores do "maldito". Chopp 2,50 euros mais 1,50 pelo copo plastico (restituivel). Comeco a analisar o ambiente. Vendedora de chopp bonitinha. Algumas possibilidades ao redor. Uma mexicana magrinha e feinha fica de olho em mim. Inicia o jogo. No setimo chopp constato que a vendedora ja esta ficando apaixonada. A mexicana continua de olho mas nao quero nada com ela. As outras possibilidades nao avancam. No intervalo, na volta do toilette, uma grupo de homens e mulheres jogam bola com uma caixinha de plastico. Me misturo e comeco a jogar tambem. Uma bola(?) de letra no meio das pernas de um e todos da roda:
- oooooooooooh. De admiracao. Simulo um elastico (outro farsante) e novamente:
- ooooooooh. Mais admiracao. Verifico melhor a roda e constato uma loira toda sorridente. Parto par cima, cheio de sorriso e amor para dar:
- germane?
- ya. - Toda sorridente.
- Mim Brasil - Todo indio.
- oooooohhh. - Muito mais sorrisos. Penso:Ta no papo.
Aproxima-se de nos um dos que estavam na roda. Ela apresenta.
-(sei la o que) Trinadad e Tobago. - Ele todo simpatico, um negro de uns 2,00 m de altura e 1,50 de largura, ja de maos dadas com a loira.Veio dar um "chega para la" sutil na ameaca tupiniquim.
Eu: - oooooooohhh. - E ja vou caindo fora procurar a mexicana que por aquelas horas ja estava bem mais bonitinha.

Domingo em Köhn


Manha de sol em Könh depois de um porre eh igual manha de domingo em Blumenau na oktober. Bandinhas tocando musica alema, sol forte e uma ressada de lascar. Depois de alguns passeios a pe acho finalmente o anuncio de einsbien(?). Nao tinha anuncio no cardapio apenas num pequeno quadro negro. Tambem nao achei no diocionario e na nota a veio grafado ein-bien. Apos um joelho de porco, com pure de batata e repolho, acompanhado de 2 chopp, na beira do Reno ouvindo acordeao tocando musica cigana, volto para o hotel ver os jogos e a F1 pela televisao. A final de contas eh domingo.

Copa tambem eh cultura


Colônia (Köln) é, em termos de população, a quarta maior cidade da Alemanha e a maior cidade do estado de Renania do Norte de Vestfalia. É um dos mais importantes portos fluviais alemães e considerada a capital econômica, cultural e histórica da Renania. Com 973.878 habitantes (2004) é a 16ª maior cidade da Uniao Europeia.

Sua localização na intersecção do rio Reno (Rhein) com uma das maiores rotas comerciais entre a Europa Ocidental e Oriental foi a fundação da importância comercial de Colônia. A feira comercial KölnMesse é das maiores e mais importantes da Alemanha. Na Idade Media também se tornou um centro eclesiástico maior e um importante centro de artes e aprendizado. Colônia foi severamente atingida ao longo da II Guerra Mundial. Colônia tem uma universidade com sete faculdades e aproximadamente 45.000 estudantes (2005), uma das maiores na Alemanha e renomada por sua faculdade de economia. Foi fundada em 1388, fechado durante a ocupação da cidade pelos franceses em 1798, e só reaberto em 1919. Além da universidade, existem mais oito institutos de ensino superior na cidade, privados e públicos, entre eles a Fachhochschule Köln, o maior instituto politécnico da Alemanha. No total, Colónia tem acerca de 70.000 estudantes.

Colônia tem 31 museus, entre eles a destacar o Museum Ludwig (Arte moderan e contemporánea), o Wallraf-Richartz-Museum (Arte do medieval até o século 19) e o Römisch-Germanisches Museum (Artesanato da época romana), com varias construções subterrâneas da época do império romano.

Vinte por cento da população de Colônia não é alemã. Desses, quarenta por cento são turcos. Colônia é bem conhecida por sua cerveja, chamada de "Kölsch. Kölsch também é o dialeto de Colônia. É dito de forma jocosa que Kölsch é a única língua que se pode beber.

A "Água de Colónia 4711" - tem uma história curiosa: Quando Napoleao invadiu a cidade, ordenou uma renumeração de todas as casas da cidade para maior controle, e coube aos donos da fábrica da Água de Colônia o 4711. Napoleão se foi, o número ficou.

A Catedral de Colônia ( Kölner Dom), de estilo gotico, é o marco principal da cidade e símbolo não-oficial. A construção da igreja gótica começou no seculo XIII e levou, com as interrupções, mais de 600 anos para ser completada. As duas torres possuem 157 metros de altura, com a catedral possuindo comprimento de 144 metros e largura de 86 metros. Quando foi concluida em 1880, era o prédio mais alto do mundo. A catedral é dedicada a Sao Pedro e a Maria. Foi construída no local de um templo reomano do seculo IV, um edíficio quadrado conhecido como a "mais velha catedral". Uma segunda igreja foi construída no local, a tão chamada "Velha Catedral", cuja construção foi completada em 818, que acabou queimada 30 de abril de 1248. Com a Segunda Guerra Mundical, a catedral acabou recebendo 14 ataques por parte de bombas aéreas mas com sorte não caiu; a reconstrução foi completada em 1956.

sábado, junho 24, 2006

Comidas e bebidas




Os alemaes comem em qualquer lugar e a qualquer hora e de qualquer jeito. Eh na rua sentados nos bancos ou andando, no metro, pedalando. Sempre tem um deutsche (alemao ou alema) com um sanduiche na mao, uma fruta, uma sobremesa que tiram da bolsa, da mochila, do bolso enrrolados em guardanapos ou que acabaram de comprar. Isto em todas as classes, aparentemente. Entram nos trens e metros e logo tiram das malas um grande sanduiche, tipo aqueles que nossas maes nos obrigavam a levar para o recreio da escola de pao de forma com manteiga e linguica. Nos ficavamos envergonhados pois levar merenda para o recreio nao era moderno. Moderno era comprar banana recheada e coca cola. O cheiro traz fome e lembrancas.
As lanchonete tem expostos uma quantidade grande de sanduiches ja prontos. Sanduiches de todos os tipos. Com ovo, salame, alface, salmao cru, sardinha crua, hamburgues. De tudo. Umas salchichas enormes que ficam para fora do pao um palmo para cada lado que enchem de mostarda. Isto facilita bastante para quem nao conhece a lingua e pode se arranjar com estas comidas e bebidas explicitas. E so apontar. Estes sanduiches custam por volta de 4 euros (R$ 12,00 +/-) e uma media pura de cafe por volta de 7 euros (21,00). Um chopp de 3 a 5 euros. Na hora de escolher entre uma media e um chopp acaba prevalecendo o criterio da economia financeira. Agua mineral 2,50 euros.
Eu tenho evitado entrar em restaurante que nao tenham fotos das comidas e precos na entrada. Nas duas vezes que entrei uma pedi shop sue e ontem pedi pizza marguerita (de chines e italiano eu entendo). Tenho procurado nos cardapios expostos joelho de porco mas nao acho.
Ainda nao consegui pedir chopp em copo de vidro sem apontar para o copo do vizinho ao lado. Sempre que me arrisco peco fassbier (fasbia) e eles nao entendem o meu sotaque manezes e dizem: bier (bia)? eu concordo e trazem cerveja em copo de plastico duro nao descartavel. Agua tambem e outro rolo. Peco Wasser (vaser). Nao entendem. Peco agua entendem. Agua com gas nem pensar apesar de ontem uma senhora no metro perguntou: gas yes? concordei (yes) e consegui agua com gas pela primeira vez. De fome e de sede eu nao morro.

sexta-feira, junho 23, 2006

Meios de transportes pela Alemanha



As cidades que visitei sao todas muito planas. Entao eh comum o uso de bicicletas. Sao muitas espalhadas pela cidade. Nos metros tem carros especiais para elas. As cidades tem ciclovias pelas calcadas. Quem esta caminhando e atravessa a marca no chao corre o risco de ser atropelado. Nunca vi tambem juntas tantas pessoas de cadeiras de rodas provavelmente tendo em vista os enormes calcadoes de boa qualidade e a cidade plana. Sao cadeira de rodas de todos os tipo e modelos. Muitas motorizadas. Em Munique vi um cara subindo sozinho a escada rolante. Quando eu vi ele se dirigindo, sozinho e no pau, em direcao a escada rolante nao acreditei. As faixas brancas sao muito respeitadas e a maioria tem sinaleira. Os pedestre e ciclistas obdecem a sinaleira mesmo quando nao vem carro proximo.
Os taxi sao creme escuro (ou caramelo claro) e normalmente Mercedes Benz. Um luxo. Calculei, em Nuremberg, o custo a 1 euro por km.

Os metros se chamam bahn (bam). As linhas sao divididas em U-Bahn (urbanas e metropolitanas) e S-Bahn (suburbanas) que para mim e tudo a mesma coisa. Nao tem cobradores nem quem venda os tickts. So nas maquinas com moedas e cedulas. Ninguem entende aquilo. Ate os alemaes tem dificuldades e eh comum pedirem ajuda para as outras pessoas e comecam um debate que ninguem se entende. Tem fiscais que abordam e multam quem nao tem ticket mas eh raro e nao vi nenhum acontecimento deste tipo. Deve ser mais barato a nao contratacao de cobradores e vendedores e apelar para a honestidade do usuarios. Tipo nos shoping, nas areas de alimentacao, parecer correto e educado tirar os pratos na mesa, quando apenas estao assegurando que nao sejam contratados pessoas para este fim e o enrriquecimento os proprietarios. Alguns acreditam que com a demissao, ou nao contratacao, destes trabalhadores os servicos ficam mais barato. O capitalismo nao funciona assim. So aumenta o desemprego, nao fica mais barato para quem usa e deixa o proprietario mais rico.

Os trens entre cidades (intercity) sao confortaveis e com horarios a todo o momento. Nao eh preciso reservar nada. E so entrar e pagar, ai sim, quando o cobrador aparecer. Aceitam todos os cartoes de credito. Eu comprei de Florianopolis um cartao que me da direito a 5 dias de viajens. Posso fazer quantas precisar durante um mesmo dia. Foi o que fiz quando vim de Nuremberg ate Colonia, depois Colonia a Dortmund e voltei. So me custou uma unica viagem. A viagem de Nuremberg ate Colonia, que durou 4h30m custaria 67 euros.

Nuremberg - Colonia - Dortmund - Colonia




Acordei 6h em Nuremberg para iniciar a viagem em direcao a Dortumund, local do jogo Brasil e Japao. Coloco a camisa do Ronaldinho para comquistar simpatia, paciencia e tolerancia. Minha reserva de hotel e em Colonia entao terei de passar la primeiro. Pedi confirmacao ao Renato Henrique sobre a localizacao para evitar novos problemas. Tudo certo. Novas indicacoes aparentemente faceis de seguir. O Renato ainda falou que pelo mapa o hotel deveria de ficar ao lado da estacao central de Colonia mas que era mais seguro pegar um metro e dai sim, com certeza, o hotel ficaria ao lado. So 8 minutos de caminhada. Mole. Penso inclusive na possibilidade, ja que chegar no hotel e tao facil, de ir direto a Dortmund e so apos voltar. Desisto pelas ultimas experiencias de me perder.

8h30m no trem ate Frankfurt. 11h em Frankfur ate Main em 11m e novo trem ate Colonia. A viagem de Main ate Colonia e simplesmente linda. Seguimos o rio por longo tempo. Castelos mediavais nas encostas ao lado do rio. Barcos de turistas navegando. Colonia as 13h05m. Tudo perfeito.

Pego o metro indicado e, estranhamente, a estacao que devo descer nao e logo ao lado como pelas indicacoes do Renato, e sim uma viagem de mais de 20m. Desembarco no meio do nada. A estacao bem pequena. Na frente e so mato. Lado direito e esquerdo tambem. Atras a rodovia que nao tem transversal para lugar nenhum. Os que vieram no metro, sem excecao, se dirigiram para uma trilha no meio de uma plantacao de trigo que apos uns trezentos metros entrava, por que pareceia, uma floresta. Nenhuma indicacao de qualquer cidadezinha, casas ou o meu hotel. Tinha um ponto de onibus com algumas pessoas e me dirijo ao primeiro com o panfleto do hotel. Nao conhece nem hotel nem endereco. Sugere pegar um onibus ate um ponto de taxi. Alguem se oferece para ajudar. Esteve em ferias no Rio e Salvador. Mostro o panfleto e nada. Tambem sugere procurar um taxi. Sorte. Apareceu um taxi. Mostro o panfleto e ele conhece o local. Uns 4/5 km apos aparece uma cidadezinha que parece Pomerode. No meio dela o hotel. Legal. Bonito. Limpo. Deixo as malas e desco. Vou direto na senhora que me atendeu e intimo sobre a historia dos 8 minutos de caminhada. So os 4 km de taxi daria 1h. Ela banca e me indica o caminho. Desconfiado eu saio e sigo as indicacoes. 8 minutos apos estou na tal da estacao. O caminho e um atalho por uma trilha no meio das arvores apos a plantacao de trigo. 800 metro. Imagine alguem dar uma indicacao de hotel para um turista de outro lado do Atlantico que indique passar com malas por uma trilha, tipo a que temos por volta do campo do Palmerinhas, no Porto da Lagoa. Nos sabemos que e segura mas e o cara?

Superado isto vou para Dortmund. 2h de trem. A cidade ao lado da estacao ja com milhares de brasileiros pelas ruas. Vou direto para um bar inciar os trabalhos. 2 chopp (3,5 euros cada e mais 0,50 pelo copo de plastico duro). Com o segundo copo na mao vou me aventurar pela cidade. Ela totalmente tomada de turistas em um enorme calcadao. Muita gente mesmo. Muitas barracas de chopp. Sao 17h. Fico ali festando. Nao conheco ninguem e nao quero conversar com os brasileiros. Muitos tambem nao tem ingresso. A indicacao do telao ofical e longe mas nao pretendo sair de perto da estacao. As 20h acho um Pub com chopp em caneco de vidro por 3 euros e televisao. Estaciono ali. 21h inicia o jogo. Brasil em campo. Penso na viagem de volta. 2 h de trem, 20 minutos de metro, 8 minutos pelo mato a pe. Eu ja podre de bebado e teria ainda as 2 horas de jogo. Me levanto, ligo o piloto automatico e volto para o hotel. So sei do resultado hoje pela internet. Vou voltar a Dortmund no Brasil e Gana. Espero ficar para ver o jogo.

quarta-feira, junho 21, 2006

A Copa em Nuremberg (Alemanha X Equador)


Os menos atentos não percebem que tem Copa na Alemanha e que Nuremberg e sede de jogos. Ninguem com camisa ou bandeira da Alemanha. Poucas televisões e poucos assitindo. Em poucas lojas ha sinais discretos da Copa.

Começou a mudar uma duas horas antes do jogo da Alemanha e Equador. Começaram a aparecer grupos de torcedores se dirigindo para o centro da cidade onde foram instalados telões. Logo lotou e a festa teve início. Tudo muito tranquilo e seguro. Uma familia de equatorianos assistiu a todo o jogo com uniforme do time. Quando o jogo terminou foram embora e comecou uma Oktober fantástica. Muito chopp. Muita dança. Muita gente e muita alegria. As diferenças com Blumenau era que podia dançar em cima das mesas e cadeiras e o chopp vinha na mesa. Imaginem o porre. As ruas foram tomadas pelas pessoas e começou uma carreada com os carros buzinando. Viraram o Brasil.

Foi como eu havia imaginado e vim para isto. Maravilhoso. Vai ter mais com certeza. Na saída dei uma passada para descobrir qual era a do tal Biergarden e uma saideira no bar do Hotel. Básico. Hoje e descanso para o jogo do Brasil com o Japão amanha em Dortmund.

No linck aqui a direita, no Fotos, tem o registro da jornada que irei incluindo quando der. Tambem aqui que e a mesma coisa: Fotos http://spaces.msn.com/mouraferro/

terça-feira, junho 20, 2006

Comemoração após a vitória do Brasil

MST - Movimento dos sem Tickets

Dia do jogo em Munique (Brasil X Austrália)

segunda-feira, junho 19, 2006

Biergarden

Ao lado do meu hotel aqui em Nuremberg tem um local preparado par ver o jogo da alemanha cheio de bandeirinhas e uma placa escrita "Biergarden". Vou pesquisar para ver o que quer dizer. Até.

Rural

Do avião de Paris para Munique não vi nenhuma cidade grande. Só pequenos vilarejos com predios baixos de, no máximo, 2 andares. Muita grama. Muito mato. Sem animais. Sem florestas. Sem estradas. Sem centros urbanos. Estranho.

Pomerode

Eu que morei no Vale do Itajaí por mais de 7 anos sempre achei que quando falavam que Pomedore e Timbó eram muito parecidas com as cidades da Alemanha a impressão que eu tinha e que queriam dizer que "eram muito parecidas com a Alemanha de final de 1800" com as construções sendo fruto da lembrança dos colonizadores de sua cidade de origem.

Não. São iguais aqui. Os prédios altos são minoria em Nuremberg e igualzinho com as do Vale do Itajaí. Muito linda, muita bicicleta, muito colono. Feira no centro da cidade vendendo frutas, flores, mel e linguiça. To em casa.

Japoneses e Japonesas

Tem muitos japoneses acompanhando a Copa. Todos muito simpáticos e de facil comunicação. As mulheres também, mesmo perto dos maridos e namorados que não fazem qualquer menção de repressão machista.

Uma surpresa para mim que sempre vi os brasileiros e brasileiras de origem japonesa sempre muito sérios e as mulheres sem levantar os olhos do chão.

Mulheres

As mulheres são todas lindas e saudáveis, bonitas, simpaticas e sempre sorridentes. Andam em bando nos metrôs falando alto e rindo. As roupas são as mesmas de Floripa. Tudo globalizado menos os sapados que são sempre sem salto ou com um saltinho mínino de no máximo 2 cm. Maravilhosas.

Inglês

Todos por aqui sabem falar inglês (menos eu). Turistas e nativos de todas as classes. Os alemães são bem legais. Sao pacientes comigo e minha extremas limitações de comunicação e sempre conseguem me fazer entender as indicações. Tranquilo.

Claro que eu tendo falar o minimo possivel e me virar só observando os demais. Ontem eu pedi Shop Sue no restaurante. De chinês eu entendo.

A lingua

Vim para alemanha sabendo várias palavras em alemão: internet, taxi, hotel, bia, metro. O Kiriá me ensinou mais duas: danke (obrigado) e Bitter (por favor). Procurei no Dicionário que o Renato Henrique me emprestou a achei mais uma de fundamental importancia: fassbier (chopp). Como e facil falar alemão.

domingo, junho 18, 2006

Noite em Munique

Volto para Munique após mais alguns chopps e acho um lugar muito legal. Uma construção medieval alta que tinha um chopp gelado (o primeiro) e comida. Uns 5 chopps em caneco de vidro (que vai tentar chegar em Floripa inteiro) volto para o hotel. Só perdidas simples e chego no hotel para mais alguns chopps e conversar com alguns brasileiros sobre o jogo. Grande dia, Grande jogo. Grande porre. Amanha vou para Nuremberg.

Dia 18 Jogo do Brasil.

Direto para o centro de Munique ver a cidade de dia e o movimento.

Grandes rodas de brasileiros (tocando Ilarie e Você pensa que cachaça e agua) e australianos. Todos de amarelo. Algumas cervejas quentes depois vou ate ao estádio que o Brasil vai jogar. Bato uma foto e me dirijo para o outro lado da cidade para ver o jogo em um telão. São mais de 5 mil pessoas, principalmente brasileiros, em um telão num parque.

Grande jogo do quinteto mágico (Zé Roberto, Emerson, Dida, Juan e Lúcio). Mais uma vitória segura em direção ao título.

Breakfast

Volto a dormir e acordo as 10 horas para pegar o café da manha. Diet. Ovos com bacon, queijos e salames. Me encho não devo voltar a comer durante todo o dia de hoje. Jogo do Brasil.

Telefonema

As 8h00 toca o telefone no meu quarto. Cassete quem é que pode ser? Telefone no meu quarto em Munique? Tonto de sono e da bebida atendo. Era o Renato Henrique preocupado comigo. Explico que estava tudo bem e falo coisas que não me lembro direito. Era 3h00 da madruga em Florianópolis. Filhinho preocupado com o pai.

sábado, junho 17, 2006

Lost Parte 1

Depois de me perder em vários terminais cheguei no centro de Munique. Grande festa de turistas, muitos brasileiros, tomando cerveja quente a 3,50 euros (1 euro igual R$ 3,00). Passeio curto que queria voltar de forma segura para o hotel sem correrias e o onibus ia ate a 1h00. 23h30 comeco a voltar, tudo certo a galega do hotel, muito simpática e paciente tinha tentado me explicar e dado uns panfletos de itinerario do metro e do onibus. E tudo certo pois eu tinha conseguido chegar ao Centro de Munique.

Pego o metro indicado e vou até a estação indicada. Desço do metro e surpresa, não era a estação que eu havia saido do onibus na ida. Era uma estação que eu sai com apenas umas pessoas que logo sumiram e num lugar meio rural, sem taxi nem hotel perto.

Estou totalmente perdido no meio do nada de Munique sem falar nada de alemão ou inglês. Saio andando pelas ruas procurando algo que me ajude e depois de algum tempo passa um onibus, que não era o meu, e embarco. Procuro falar com o motorista usando as palavras em alemão que eu conheço, "Taxi e Hotel". Ele me indicou um hotel e fui até a portaria e fazendo o sinal do 21 pedi para me ligar pra um taxi.

Chegando ao hotel tomei uns 10 chopps e fui dormir por voltas das 2h00. Grande aventura no primeiro dia.

São Paulo - Paris - Munique

Sai de São Paulo ao meio dia chegando em Paris as 6 horas e so embarquei para Munique as 13 horas e cheguei as 14h00 no hotel. As 15h00 (20h00 na horario local) já estava em um onibus até uma estação de metro para ir para o centro da cidade. Foram 25 horas de viagem sem dormir.

quarta-feira, junho 14, 2006

Começou o Copa


Começou o Copa para o Brasil ontem com uma goleada de 1 X 0 sobre a Croacia. Do quarteto só o Kaká se destacou e em compensação os outros 7 jogaram muito e o time se apresentou muito equilibrado e tranquilo. Não tão equilibrada e tranquila estava a torcida esperando um placar de muitos gols. É por causa destas coisas que ficamos 24 anos sem o título mas o Parreira deu jeito nisto e vai dar outra ver. Na foto o Renato Henrique e o kiria que decidiram ir à Copa e me convidaram. Estou indo sozinho representar a delegação. É muita responsabilidade mas tamos ai para o que der e vier e especialmente para quem vier e der. Embarco para São Paulo hoje. Começou a viagem.

quinta-feira, maio 18, 2006

Diário do Copa


Especialmente para você (é você mesmo) e para os meus amigos, amigas, parentes e outros curiosos e curiosas acompanharem a minha ida à Copa da Alemanha e à França (Paris). Estou indo ver de perto a minha primeira Copa e conhecer um pouco da Europa. Esta viagem é a parte européia dos festejos dos meus primeiros 50 anos. Estou indo sozinho, sem falar nada de alemão além de beer ou qualquer outra língua além do português (the book is on the table que aprendi no Aderbal não deverá me ajudar), pouco dinheiro e sem ingressos para os jogos. Uma grande Oktober de Blumenau só que nas ruas da matriz e acrescido do futebol. Meu plano, no momento, é o seguinte: Viajo dia 14 de junho (véspera de feriado) para São Paulo, para ir me adaptando à cidade grande. Dia 16 viajo para Munique e chego dia 17. Dia 18 acompanho Brasil e Austrália, em telão na rua. Dia dia 21 ou 22 vou para Colônia onde fico até 06 de julho. Irei ver os jogos em Colonia e nas cidades próximas, via trem, Frankfurt, Hanover, Gelsenkinchen e Dortmund. Dia 06 vou para Berlim ver a final. 11 de julho, de avião, para Paris, onde ficarei com o Nestor e a Lelê, bebendo nas margens do Sena, aguardando o embarque de volta para a Lagoa da Conceição que esta marcada para o dia 17/07 e chegada no dia 18 quando iniciará a parte americana dos festejos do meu aniversário. Boa viagem. Feliz aniversário.